Na primavera, as alergias são frequentemente causadas pela polinização das plantas. Os grãos de pólen se espalham pelo ar e desencadeiam reações alérgicas em algumas pessoas sensíveis.
A cada primavera, as árvores, as gramíneas e diversas ervas liberam milhares de minúsculos grãos de pólen no ar para se reproduzirem. Esse pólen, facilmente transportado pelo vento, penetra nas vias respiratórias ou se deposita na pele e nos olhos. Em alguns indivíduos, o pólen provoca a reação exagerada do sistema imunológico: é isso que causa a alergia sazonal. Entre os pólens mais frequentes que causam essas alergias, destacam-se os das gramíneas (como a grama), de algumas árvores como o betula ou o cipreste, assim como de herbáceas como a ambrosia. Quanto mais o ar está carregado de pólen, mais os sintomas alérgicos se manifestam. É por isso que os dias quentes e ventosos da primavera nem sempre são uma boa notícia para todos!
Nosso sistema imunológico é projetado para detectar e combater rapidamente elementos considerados perigosos para o organismo, como vírus ou bactérias. No entanto, em alguns de nós, ele se torna excessivo: interpreta erroneamente o pólen como um inimigo a ser eliminado. Esse fenômeno é causado por uma sensibilização do corpo: quando uma pessoa alérgica entra em contato com o pólen, seu sistema imunológico produz anticorpos específicos, os IgE. Esses anticorpos se ligam a células imunológicas, como os mastócitos, que liberam grandes quantidades de histamina. E é justamente essa histamina que vai provocar inflamações, irritações e outros sintomas típicos das alergias sazonais. Nas pessoas alérgicas, o sistema imunológico reage, portanto, de forma excessiva a algo comum e banal—um pouco como se seu corpo inventasse um perigo onde não há nenhum.
Os dias quentes, ensolarados e ligeiramente ventosos da primavera são ideais para a dispersão do pólen. Quando está seco, o pólen é mais leve: flutua por mais tempo no ar e chega facilmente até o seu nariz ou seus olhos. Por outro lado, após uma chuva, o pólen gruda no chão, aliviando temporariamente aqueles que espirram. Os altos níveis de poluição nas cidades enfraquecem as vias respiratórias, tornando-as mais reativas ao pólen. Outra razão: temperaturas amenas após um inverno frio levam a uma explosão rápida da floração. Resultado: uma grande quantidade de pólen de uma vez, e, portanto, maior chance de ter alergias. Algumas condições meteorológicas, como mudanças bruscas de temperatura ou uma primavera precoce, também podem desorientar seu sistema imunológico, tornando-o hipersensível ao pólen.
As alergias de primavera são principalmente nariz escorrendo, crises de espirros repetidos e olhos vermelhos que coçam sem parar. Muitas vezes, sente-se um leve desconforto respiratório devido a um nariz entupido e, às vezes, uma tosse seca quando o pólen irrita as vias respiratórias. A garganta também pode coçar ou picar, dando a impressão de ter um começo de resfriado interminável. Fadiga frequente também, pois, afinal, lutar contra o pólen o dia todo cansa. Sem esquecer do famoso lacrimejamento incontrolável que às vezes dá a impressão de ter chorado diante de um filme ruim. Esses sintomas típicos geralmente aparecem logo nos primeiros dias ensolarados, quando a vegetação libera seu poluente favorito: o pólen.
Para prevenir alergias sazonais, limitar o contato com o pólen é a melhor tática. Evite sair durante os picos de pólen, que muitas vezes ocorrem nas manhãs secas e ventosas; saia preferencialmente após a chuva, quando o pólen está fixo ao solo. Em casa, uma lavagem regular dos cabelos e das roupas ajuda a se livrar dos grãos alérgicos acumulados ao longo do dia. Para o tratamento, os anti-histamínicos aliviarão rapidamente os sintomas clássicos, como espirros e coceiras. Algumas pessoas preferem sprays nasais à base de corticosteroides em caso de desconforto significativo. Por fim, os tratamentos de dessensibilização, seguidos por um período mais longo, podem ajudar o corpo a tolerar gradualmente o pólen e diminuir sensivelmente os sintomas a cada primavera.
O bétula está entre as árvores mais alergênicas na primavera: seu pólen pode viajar por longas distâncias (até várias centenas de quilômetros!) graças ao vento.
A meteorologia influencia fortemente a concentração de pólen: dias quentes, secos e ventosos provocam uma maior dispersão do pólen, enquanto a chuva diminui sua concentração no ar.
Você sabia que uma colher de mel local por dia pode ajudar a acostumar gradualmente o seu organismo ao pólen da sua região e diminuir as reações alérgicas?
As alergias estão em aumento há várias décadas. Alguns pesquisadores explicam esse aumento por uma diminuição da nossa exposição precoce a certos micróbios e alérgenos devido a um ambiente excessivamente asséptico, teoria conhecida como 'hipótese da higiene'.
Embora os tratamentos médicos sejam frequentemente recomendados, algumas práticas naturais podem ajudar, como a lavagem nasal com água salgada, o consumo de mel local (para se expor gradualmente a alguns pólenes) ou tratamentos à base de extratos vegetais anti-histamínicos, como a urtiga. No entanto, sua eficácia varia de pessoa para pessoa.
Uma predisposição genética pode, de fato, desempenhar um papel. Se seus pais sofrem de alergias sazonais, você tem mais chances de também sofrer delas. No entanto, o ambiente continua sendo um fator determinante no desencadeamento das alergias.
Sim, as alergias sazonais podem aparecer em qualquer idade, mesmo na idade adulta. Isso se deve a mudanças no ambiente, no sistema imunológico ou à exposição repetida a certos tipos de pólen.
Sim, frequentemente os sintomas como espirros, coriza, coceira no nariz ou até olhos lacrimejantes podem se assemelhar a um resfriado comum. No entanto, as alergias geralmente duram mais tempo e estão associadas a uma presença ou exposição aumentada ao pólen.
Sim, o tempo desempenha um papel importante. Os dias ventosos dispersam mais o pólen, enquanto uma chuva moderada pode reduzir temporariamente a quantidade de pólen no ar. Por outro lado, períodos quentes e secos podem agravar os sintomas alérgicos.

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Question 1/5