A velocidade aparente de deslocamento da Lua no céu varia devido à sua trajetória elíptica ao redor da Terra, que a aproxima ou a afasta de nós em diferentes momentos de sua órbita.
A Lua leva cerca de 27,3 dias para dar uma volta completa em torno da Terra: isso é o que chamamos de revolução sideral. Mas atenção, para retornar à mesma posição em relação ao Sol (por exemplo, de uma lua cheia para a seguinte), leva um pouco mais de tempo, cerca de 29,5 dias: essa é a revolução sinódica, ou seja, o ciclo das fases lunares. Essa diferença existe simplesmente porque, enquanto a Lua completa sua órbita, a Terra também avança em sua órbita ao redor do Sol. Enfim, esses deslocamentos fazem com que não observemos exatamente a mesma velocidade aparente da Lua todas as noites em nosso céu.
A Lua não orbita a Terra em um círculo perfeito, mas descreve uma órbita ligeiramente alongada chamada elipse. Assim, sua velocidade muda de acordo com sua posição: quando se aproxima do nosso planeta (no perigeu), ela acelera um pouco, e vice-versa, quando se afasta (no apogeu), ela desacelera. Além disso, a Lua gira em torno da Terra em um plano inclinado diferente do da Terra em relação ao Sol, cerca de 5 graus de diferença. Essa inclinação explica por que a Lua percorre o céu em caminhos variáveis ao longo do tempo, subindo às vezes muito alto no céu noturno ou permanecendo bastante baixa no horizonte. Essas duas características combinadas, forma elíptica e inclinação, fazem com que seus deslocamentos através do céu variem consideravelmente ao longo do mês e das estações.
A Lua gira em torno da Terra, tudo bem, mas ela sofre ainda uma espécie de "estiramento" gravitacional pelo Sol e por outros planetas. O Sol, por exemplo, exerce uma atração significativa sobre a Lua, alterando ligeiramente sua trajetória e velocidade de acordo com sua posição. Esse fenômeno, chamado de perturbação gravitacional, provoca variações sensíveis no ritmo de seu deslocamento em nosso céu. Mesmo que esse efeito permaneça discreto, ele explica por que em algumas noites temos a impressão de que ela avança mais rápido. Além disso, quando os grandes planetas, como Júpiter ou Saturno, se aproximam em alinhamento, sua gravidade combinada adiciona ainda algumas irregularidades menores à velocidade lunar aparente.
Essa anomalia periódica designa na verdade uma variação regular na velocidade aparente da Lua através do nosso céu. Devido às particularidades de sua órbita, nosso satélite às vezes adiantou ou atrasou um pouco em relação à sua posição média prevista. Resultado: em algumas noites, a Lua aparece ligeiramente adiantada ou atrasada em comparação com o ritmo habitual. Essa variação cíclica se estende por cerca de 27 dias, correspondendo ao tempo necessário para a Lua girar em torno da Terra. Esse desvio influencia diretamente sua velocidade aparente em nosso céu, explica por que ela nunca segue estritamente um horário preciso e contribui amplamente para as leves variações que os astrônomos amadores levam em conta para prever os eclipses ou certas ocultações de estrelas.
A distância que separa a Terra da Lua não é constante, varia ao longo da órbita lunar. A Lua gira em torno do nosso planeta seguindo uma órbita ligeiramente elíptica, com um ponto próximo chamado perigeu (cerca de 356.500 km) e um ponto distante chamado apogeu (cerca de 406.700 km). Essas distâncias variáveis influenciam diretamente sua velocidade aparente no céu: no perigeu, ela se move visivelmente mais rápido, enquanto no apogeu, ela desacelera. É por isso que, dependendo da sua posição na órbita, você pode notar variações sutis, mas reais, no movimento aparente da Lua ao longo das noites.
As marés terrestres não são apenas influenciadas pela Lua, mas também pelo Sol. Quando esses dois astros se alinham durante as luas novas e cheias, as marés são mais intensas, fenômeno conhecido como marés 'de vives-eaux'.
A visibilidade regular do mesmo lado da lua é explicada pelo fenômeno chamado rotação sincrona: a Lua leva o mesmo tempo para girar sobre si mesma que leva para completar uma órbita ao redor da Terra.
A liberação lunar é o efeito óptico que permite, ao longo do tempo, observar da Terra cerca de 59% da superfície lunar, em vez dos 50% que se poderia imaginar se a Lua mostrasse sempre o mesmo lado.
Uma lua cheia chamada 'superlua' aparece até 14% maior e 30% mais brilhante do que uma lua cheia normal, devido à maior proximidade durante sua passagem pelo perigeu, o ponto mais próximo de sua órbita ao redor da Terra.
As eclipses lunares ou solares não ocorrem a cada mês porque a órbita lunar está ligeiramente inclinada em 5 graus em relação ao plano da eclíptica terrestre (órbita ao redor do Sol). Além disso, as eclipses acontecem apenas quando a Lua está precisamente alinhada com a Terra e o Sol, durante a interseção dessas órbitas (nós lunares).
A órbita elíptica não modifica diretamente as fases lunares, que são devidas à porção visível iluminada pelo Sol. Mas ela influencia a duração aparente das fases, pois a Lua se move mais rapidamente quando está mais próxima da Terra (perigeu) do que quando está distante (apogeu).
O ciclo orbital da Lua, chamado de período sidereal, é de aproximadamente 27,3 dias. No entanto, um período sinódico, ou seja, a duração entre duas fases de lua cheia consecutivas, dura cerca de 29,5 dias.
Indirectamente sim, uma vez que a posição e a velocidade de revolução da Lua determinam sua distância da Terra, o que altera ligeiramente a intensidade das marés oceânicas. Quando a Lua se aproxima (perigeu), as marés são mais fortes, o que chamamos de marés de perigeu ou marés perigeanas.
A dimensão aparente da Lua varia de acordo com a distância entre a Terra e a Lua. Quando está no perigeu (ponto mais próximo), a Lua parece maior, um fenômeno comumente chamado de 'Superlua'.

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